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TRANSPORTE SEGURO & EFICIENTE

Gestão de riscos integrada no transporte de cargas: como alinhar operação, financeiro e logística para reduzir prejuízos.

Durante muito tempo, a tecnologia aplicada à gestão de riscos no transporte de cargas esteve concentrada no rastreamento de veículos e na localização da carga após roubos ou desvios. Esses recursos continuam sendo fundamentais, mas a evolução tecnológica ampliou significativamente as possibilidades de prevenção.

Hoje, soluções como câmeras inteligentes, telemetria, sensores e inteligência artificial permitem monitorar a operação em tempo real, identificar comportamentos de risco e agir antes que uma ocorrência aconteça. A principal transformação está justamente nessa mudança: deixar de atuar apenas de forma reativa para adotar uma gestão de riscos cada vez mais preventiva e estratégica.

Acidentes também pressionam as operações

O gerenciamento ou prevenção de riscos costuma ser associado principalmente ao roubo de cargas. No entanto, os acidentes também provocam perdas expressivas.

Uma ocorrência pode envolver, além das vidas, danos ao veículo, perda parcial ou total da carga, lesões, prejuízos a terceiros, remoção, transbordo, interrupção da viagem e paralisação da operação. Dados da Polícia Rodoviária Federal ajudam a demonstrar a dimensão desse risco.

No primeiro semestre de 2025, 54% das mortes registradas nas rodovias federais do Paraná ocorreram em sinistros com a participação de pelo menos um caminhão. Foram 164 mortes em ocorrências envolvendo veículos de carga, dentro de um total de 302 óbitos no período.

Esse percentual não representa o impacto financeiro nas apólices de seguro. Ele demonstra, porém, a relevância dos acidentes envolvendo caminhões e a necessidade de tratar a segurança viária como parte central da gestão de riscos.

Em todo o Brasil, a PRF registrou 72.529 sinistros e 6.043 mortes nas rodovias federais durante 2025.

Tecnologia aplicada à prevenção

A evolução tecnológica permite que diferentes informações sejam analisadas em conjunto.

A telemetria acompanha dados como velocidade, frenagens, acelerações e tempo de condução. Esses registros ajudam a identificar padrões e orientar treinamentos.

As câmeras instaladas na cabine podem detectar distração, uso de celular, fechamento prolongado dos olhos e sinais de sonolência.

Já os sensores e sistemas de manutenção preditiva ajudam a identificar alterações em pneus, freios, motor e outros componentes antes que uma falha resulte em parada ou acidente.

A inteligência artificial amplia essa capacidade ao cruzar informações sobre motorista, veículo, rota, horário e histórico de ocorrências.

Em julho de 2026, uma iniciativa divulgada no litoral de São Paulo, mostrou o uso de inteligência artificial instalada em viaturas para identificar bocejos e utilização de celular por motoristas. O exemplo demonstra que esse tipo de tecnologia já está sendo aplicado à prevenção e à fiscalização em outras frentes das rodovias.

Informação só gera resultado quando vira ação

A tecnologia é uma aliada importante na prevenção, mas sua eficácia depende de como as informações são utilizadas. Não basta instalar equipamentos: é essencial aplicar a inovação corretamente, definindo processos claros para analisar os alertas, orientar a equipe e agir rapidamente diante de situações de risco.

Nesse contexto, o motorista também desempenha um papel fundamental. Mais do que ser monitorado, ele precisa compreender como as tecnologias funcionam, por que determinados comportamentos geram alertas e como esses recursos contribuem para sua própria segurança. Quando informação, processos e conscientização caminham juntos, a tecnologia deixa de apenas registrar ocorrências e passa a fortalecer uma cultura de prevenção.

O seguro deve acompanhar a evolução da operação

As apólices obrigatórias de seguro de cargas são um dos pilares da segurança operacional. No entanto, para que cumpram seu papel, precisam acompanhar a realidade da operação, com informações atualizadas, coberturas compatíveis e processos alinhados às exigências das seguradoras.

Mudanças na frota, nas rotas, no perfil das cargas ou nas tecnologias de gerenciamento de riscos podem impactar as condições da operação e devem ser avaliadas periodicamente.

Na Shamah Seguros, acreditamos que uma gestão de riscos eficiente integra tecnologia, pessoas, processos e coberturas securitárias. Mais do que contratar apólices, é fundamental mantê-las alinhadas à evolução da operação, garantindo uma proteção adequada e contribuindo para decisões mais seguras no dia a dia.

Referências:

Polícia Rodoviária Federal — acidentes com participação de caminhões no Paraná, primeiro semestre de 2025

https://www.gov.br/prf/pt-br/noticias/estaduais/parana/2025/julho/prf-registra-aumento-de-mortes-em-acidentes-com-caminhoes-no-parana

Polícia Rodoviária Federal — Anuário Estatístico de 2025

https://www.gov.br/prf/pt-br/noticias/nacionais/2026/maio/prf-divulga-anuario-estatistico-de-2025-com-aumento-de-infracoes-e-reducao-de-mortes-nas-rodovias-federais

Polícia Rodoviária Federal — Dados Abertos de Sinistros de Trânsito

https://www.gov.br/prf/pt-br/acesso-a-informacao/dados-abertos/dados-abertos-da-prf

G1 — IA instalada em viaturas identifica bocejos e uso de celular em rodovias do litoral de São Paulo

https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2026/07/15/ia-instalada-em-viaturas-identifica-bocejos-e-uso-de-celular-em-rodovias-do-litoral-de-sp-entenda.ghtml

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